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CNTur e SEBRAE formatam nova edição do projeto
28 de abril de 2014

Em virtude do sucesso da edição anterior, realizada entre 2011 e 2012, o SEBRAE Nacional – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, aprovou um novo projeto: Avançando na Gestão de Micro e Pequenas Empresas do Turismo Brasileiro.

Serão 1.500 empresas beneficiadas em todo território nacional, por meio de capacitação empresarial totalmente inovadora e que compreende: avaliação diagnóstica preliminar, palestras, oficinas, consultorias “in company” e avaliação diagnóstica final. Esses eixos consistem nas ações que promoverão o aprimoramento da gestão e a inclusão de boas práticas e inovações nas micro e pequenas empresas do setor de turismo.

Trata-se de uma solução inovadora, pois promoverá uma abordagem diferenciada ao compor um grupo de empresas que atuarão em conjunto, por determinado tempo, e coletivamente buscam alcançar novo patamar de competitividade e de equacionamento de problemas comuns. Ao final, deixam um legado ao ultrapassarem algum obstáculo ou carência através de uma solução coletiva.

Para tanto, serão disponibilizadas soluções de gestão empresarial através palestras, oficinas de capacitação e consultorias diretas nas empresas, devidamente customizadas e diferenciadas para atender as especificidades e características dos segmentos de negócios do turismo.

Essas soluções serão orientadas pelos resultados de uma avaliação diagnóstica preliminar que identificará as principais lacunas e necessidades a serem enfocadas durante a capacitação empresarial.

Ao final do processo de capacitação, as empresas passarão por uma avaliação diagnóstica final onde ficará evidenciado o avanço que conseguiram nos diversos itens que compõem a boa gestão empresarial.

Tanto a avaliação diagnóstica preliminar quanto a avaliação final tomarão por base o questionário aplicado no Prêmio MPE Brasil, devidamente ajustado às características das micro e pequenas empresas do turismo brasileiro. Essa abordagem também é inovadora quanto à forma pela qual as empresas adquirem novos conhecimentos e novas práticas que são rapidamente implantadas.

As oficinas são predominantemente práticas e aplicáveis nas empresas. Diferentemente dos modelos tradicionais, os participantes discutem e elaboram soluções a partir de suas vivências nas próprias empresas, levando para a oficina suas necessidades e possibilidades de aprimoramento. O instrutor passa a exercer o papel de facilitador e de coordenador das atividades da oficina, e em dados momentos aporta seus conhecimentos, agora numa perspectiva de adicionar possíveis complementos aos participantes, mas apenas nos momentos necessários indicados pelas atividades e dinâmicas executadas pelos participantes.

O facilitador leva exercícios, simulações e casos que são trabalhados pelos participantes, mas também os participantes são estimulados a trazerem os casos concretos e as situações vivenciadas pelas suas empresas. Assim o caráter prático e de aplicabilidade nas empresas ganha muito mais efetividade. Há um intenso compartilhamento de informações e experiências entre os próprios participantes, levando a uma aprendizagem coletiva que tem fortes características de aplicação na realidade das empresas. As oficinas possibilitam, ainda, construir uma rede de relacionamentos entre os participantes que contribui para a busca de soluções comuns e que ultrapassa os limites da sala onde ocorrem as atividades. Propicia a formação de um espírito de cooperação que poderá repercutir no surgimento de novas lideranças e de participantes mais ativos na governança do destino turístico local.

Essa intensa interação de experiências e de práticas aplicáveis que ocorre nas oficinas é complementada por palestras que tem a finalidade de transmitir conhecimentos. Dessa forma, separam-se atividades de transmissão de conhecimentos (nas palestras de 4 horas) com as atividades eminentemente práticas (nas oficinas de 16 horas). Essa separação é útil, pois estabelece o momento em que se requer uma atenção mais concentrada dos participantes (num evento curto de até 4 horas) do outro momento onde os participantes se dedicam às atividades práticas (num evento que toma mais tempo – 16 horas). Assim, colabora-se para que a absorção de conhecimentos e das práticas aplicáveis nas empresas venham a ocorrer num nível mais produtivo.

Ao final de cada oficina é gerado um “Guia de Práticas”, contendo as recomendações das medidas a serem implementadas nas empresas do grupo. Essas práticas atenderão as maiores deficiências apresentadas pela avaliação diagnóstica do grupo de empresas.

As consultorias completam esse processo ao sair do coletivo de participantes (nas palestras e oficinas) para a situação específica de cada empresa. O consultor apoia a empresa na implantação efetiva daquelas práticas e melhores modelos discutidos nas oficinas e nas quais a empresa tem apresentado algumas dificuldades ou necessidades de reorientação.

Com essa solução inovadora de capacitação empresarial, assegura-se um nível muito maior de efetividade, ou seja, de aplicabilidade das práticas de uma gestão mais competitiva.

O projeto será lançado em maio, em São Paulo.