INSTITUCIONAL

Turismo Social

É preocupação para ações prioritárias da CNTur – Confederação Nacional do Turismo, através de sua Rede Brasil de Desenvolvimento Social, braço operacional do SESTUR – Serviço Nacional do Turismo (em fase de criação), para proporcional aos empresários e trabalhadores do turismo e seus familiares.

Oferecerá a eles condições de lazer, entretenimento, esportes e saúde, para isso fazendo cumprir convênio estabelecido com a Confederação Brasileira de Clubes, para uso e livre acesso às instalações de equipamentos de 800 clubes sociais estabelecidos em todo o país.

Essa parceria com a CBC, através de seus 800 clubes, irá atender especialmente os trabalhadores no turismo e seus familiares, conforme Convênio assinado com o aval do Ministério do Esporte.

Nesses clubes, além do lazer, serão desenvolvidas ações esportivas, para despertar o surgimento de novos talentos do esporte brasileiro, com vistas a formação de atletas com potencial para as Olimpíadas e 2016, que o país sediará.

O Turismo Social é a forma de conduzir e praticar a atividade turística promovendo a igualdade de oportunidades, a equidade, a solidariedade e o exercício da cidadania na perspectiva da inclusão social.

Com essa visão a CNTur – Confederação Nacional do Turismo orienta para o desenvolvimento do turismo independentemente da estratificação social: por um lado, enfoca aqueles que, pelos seus mais variados motivos (renda, preconceito, alienação, etc.), não fazem parte da movimentação turística nacional ou consomem produtos e serviços inadequados; por outro lado, atenta para os que não têm oportunidade de participar, direta ou indiretamente, dos benefícios da atividade com vistas à distribuição mais justa da renda e à geração de riqueza.

Sob tal argumentação, lança um novo olhar sobre a questão, na qual o Turismo não é visto apenas como um segmento de atividade econômica, mas como uma forma de praticá-la com objetivo de obter benefícios sociais.

Turismo Social

O Sistema de Turismo Social tem como objetivo proporcionar ao trabalhador brasileiro e aos seus familiares saúde preventiva, através do lazer e do descanso, utilizando diárias de rede de hotéis conveniada, nos principais destinos do país e em qualquer época do ano, gerando uma grande demanda e diminuindo de forma significativa a ociosidade da hotelaria nacional.

Tem como principal característica não reproduzir apenas uma simples viagem, mas desenvolver ações que ofereçam oportunidade de integração social, favorecendo a apreensão de conhecimentos e informações culturais de forma leve e divertida, por meio da oferta de serviços acessíveis.

Objetivo é educar através do turismo com roteiros culturais, valorizando o patrimônio da cidade, resgatando a história e a compreensão da realidade contemporânea, para que a população acesse os bens culturais, entre em contato com a natureza e valorize sua autoestima.

Corrigir desigualdades

Para corrigir essas disparidades a CNTur criou sua Rede de Desenvolvimento Social, focando sua ação no fato do Brasil, um país continente, abarcar desigualdades gritantes no campo social e econômico, que requer políticas públicas que proporcionem guarida e amparo às classes menos favorecidas que devem ter direito de igualdade de acesso aos equipamentos de lazer que lhes proporcionem melhor qualidade de vida.

Isso aliado a um foco de desenvolvimento social através da ampliação de oportunidades de emprego e renda que lhes promovam a inclusão social.

Objetivos e ações

Dentro das bases estabelecidas estão os pilares básicos a serem desenvolvidos:

  • Geração de empregos e distribuição de renda, através de criação de oportunidade de trabalhos às camadas menos favorecidas, com estímulo a novos conhecimentos e que as estimule dentro da estrutura turística nacional.
  • Fazer cumprir a Lei Federal que obriga às empresas de médio porte a contratar até 5% de seus empregados, pessoas com algum grau de dificuldade física, buscando ampliar esse percentual para 10% nas empresas de atividade turística.
  • Promover ações junto ao Governo com vistas à dar oportunidade de acessibilidade às pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, oferecer descontos aos trabalhadores e jovens estudantes, pessoas da terceira idade e com dificuldade de locomoção nos deslocamentos, especialmente na rede rodoviária e até mesmo no transporte aéreo para viagens em família para o turismo interno.
  • Turismo de baixo custo e diminuição de diferenças regionais, propugnando pelo estabelecimento de Férias Compartilhadas, com foco nas diferenças e nos fenômenos geográficos e naturais específicos em cada região.
  • Acessibilidade de todos, especialmente a jovens estudantes, pessoas da terceira idade e com algum tipo de deficiência, aos equipamentos de lazer públicos e às Colônias de Férias no período de ociosidade.
  • Estimular as empresas privadas a investirem em lazer aos seus empregados, com desconto dos investimentos no Imposto de Renda, como já acontece nos países europeus.
  • Direcionar parte do Fundo de Herança Jacente para aplicação em Colônias de Férias e áreas e equipamentos de lazer, com livre acesso às pessoas de menor poder aquisitivo.
  • Criar Clubes de Turismo Econômico do Trabalhador, objetivando acesso aos trabalhadores e seus familiares.
  • Desenvolver projeto de Hospedagem Econômica, para que as pessoas de baixa renda posam se hospedar com diárias de baixo custo.
  • Propiciar campanhas pela alimentação Saudável, com a edição de cartilha com noções dos diversos grupos de alimentação, suas funções e importância para a conscientização da alimentação saudável, buscando a saúde da população brasileira, hoje ameaçada com o crescente aumento de pessoas obesas.